Tuesday, September 12, 2006

EU TENHO UM SONHO
Martin Luther King Jr
"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre. Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos. De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade! "E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro: "Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

Monday, August 28, 2006

A DEMOCRACIA CORINTHIANA
O Timão sempre foi um dos clubes mais importantes do futebol brasileiro. Mas a Democracia Corinthiana é um feito único no mundo: jamais houve algo parecido em termos de organização, força de conjunto e democracia.
Quando se juntaram na mesma equipe atletas politizados como Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, foi natural uma revolução nos bastidores do alvinegro. Em pleno regime militar, os craques protagonizaram o maior movimento ideológico da história do futebol nacional: a Democracia Corinthiana.
O movimento fez algo que parecia impossível. Através do futebol, o mais popular esporte nacional, passaram a discutir questões de interesse da sociedade civil, debater o que se buscava com a redemocratização do Brasil e, ainda por cima, dar o exemplo de como era possível existir uma sociedade que respeitasse a opinião de todos e pusesse em prática os desejos da maioria.
Os atletas tinham voz ativa dentro do Corinthians. Era a flexibilização das regras que regiam a vida dos atletas dos clubes. Eles opinavam sobre as concentrações, as opções táticas, um pouco de tudo. E o mais importante é que eles realmente eram ouvidos.
Com esse regime inovador e único, o Timão fez a festa. Faturou os Paulistas de 1982 e 1983, ambos em cima do São Paulo. Em 1982, mesmo perdendo a primeira partida da final por 3 a 2, o alvinegro venceu os outros dois jogos (1 a 0 e 3 a 1) e levou a taça. O bi de 1983 teve direito a show de Sócrates. Ele marcou todos os gols das semifinais contra o Palmeiras (1 a 1 e 1 a 0) e também da final contra o São Paulo (1 a 0 e 1 a 1). Quatro gols do doutor que deram ao Timão seu 19º Título Paulista.

Friday, August 25, 2006

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e direitos.
Todos temos direitos à vida, à liberdade e à segurança pessoal e social.
Todos temos direito de resguardar a casa, a família e a honra.
Todos temos direito ao trabalho digno e bem remunerado.
Todos temos direito ao descanso, ao lazer e às férias.
Todos temos direito à saúde e assistência médica e hospitalar.
Todos temos direito à instrução, à escola, à arte e à cultura.
Todos temos direito ao amparo social na infância e na velhice.
Todos temos direito à organização popular, sindical e política.
Todos temos direito de eleger e ser eleito às funções de governo.
Todos temos direito à informação verdadeira e correta.
Todos temos direito de ir e vir, mudar de cidade, de Estado ou país.
Todos temos direito de não sofrer nenhum tipo de discriminação.
Ninguém pode ser torturado ou linchado. Todos somos iguais perante a lei.
Ninguém pode ser arbitrariamente preso ou privado do direito de defesa.
Toda pessoa é inocente até que a justiça, baseada na lei, prove a contrário.
Todos temos liberdade de pensar, de nos manifestar, de nos reunir e de crer.
Todos temos direito ao amor e aos frutos do amor.
Todos temos o dever de respeitar e proteger os direitos da comunidade.
Todos temos o dever de lutar pela conquista e ampliação destes direitos.
Versão Popular de Frei Betto

Thursday, August 24, 2006

CORINTHIANS - UMA HISTÓRIA GLORIOSA
O Primeiro Mundial (1953)

Depois de encantar a Europa no ano anterior, o Timão ganhou em julho um torneio internacional disputado na Venezuela, reunindo dois poderosos esquadrões europeus, o Barcelona, da Espanha, e a Roma, da Itália, além de um selecionado de Caracas, representando as Américas.Esse quadrangular ficou conhecido como a Pequena Copa do Mundo. O Timão foi campeão invicto. Na volta ao Brasil, os jogadores foram recebidos como heróis pela Fiel. São Paulo parou para ver o trajeto da comitiva entre o aeroporto de Congonhas e o Parque São Jorge.

A Invasão (1976)

A Fiel fez história no Brasileirão. Empurrou o Timão à vitória contra o Santa Cruz, no Recife, e encarou a "máquina tricolor" para chegar à final. O Fluminense, comandado por Rivellino, era o favorito, e decidia no Maracanã.Mas a Fiel fez a diferença. Pelo menos 70 mil corinthianos "invadiram" o Rio de Janeiro pela via Dutra, ponte aérea e até por trem, desembarcando na Central do Brasil. Resultado: dividiu o "Maraca" ao meio.Empurrado pelo 12º jogador, o Timão empatou em 1 a 1 no tempo normal, com gol de meia bicicleta do volante Ruço. Nos pênaltis, o goleiro Tobias levou a equipe à final. Mas o Internacional-RS estragou a festa. Apesar do vice do Brasileiro, a INVASÃO de 1976 ficará na história do futebol brasileiro.
O Mundo é da Fiel (2000)

Para acabar com aquela lenga-lenga de chamar o Corinthians de time caseiro... E em alto estilo: no templo mundial dos boleiros, o Maracanã. O Timão, que já colecionava dez títulos internacionais, foi o primeiro campeão de um Mundial de Clubes organizado pela Fifa, a entidade que comanda o futebol mundial.No Mundial da Fifa, realizado no Brasil, o Corinthians consagrou sua saga de conquistas, tornando-se campeão depois de superar na final o Vasco da Gama, em pleno Maracanã, depois de ter enfrentado Real Madrid, da Espanha, Al Nassr, da Arábia Saudita, e Raja Casablanca, do Marrocos. Participaram também Manchester United, da Inglaterra, Necaxa, do México, e South Melbourne, da Austrália. Mais uma vez a Fiel Torcida deu um show à parte: não repetiu a histórica invasão de 1976, mas o "Maraca" viu, e ouviu, quase 30 mil corintianos calarem 70 mil cruzmaltinos. Em 14 de janeiro, o time que surgiu na várzea fincou seu pavilhão na história oficial da Fifa. Agora, o mundo é do Timão!

APRENDENDO MAIS SOBRE NÓS!!!
O Último Discurso
O Grande Ditador - Charles Chaplin

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio ... negros ... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem ... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progreso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

Wednesday, August 23, 2006

Pela Moralização do Futebol Brasileiro, começando pelo CORINTHIANS !!!

A maior torcida organizada do Corinthians, do Brasil e do mundo, a Gaviões da Fiel, realizou no sábado, 6/8, o enterro simbólico de 13 caixões que representavam dirigentes, conselheiros e membros da MSI, parceira do clube. Antes de o jogo contra o Atlético Paranaense começar, cerca de 4 mil corinthianos partiram da sede da torcida, no bairro do Bom Retiro, até o Estádio do Pacaembu. Seguiram o cortejo levando os caixões, velas e 400 cruzes que representavam os conselheiros do clube. “O importante é que é um protesto pacífico. Faremos a maior marcha fúnebre desse País”, garantiu Wildner Rocha, o Pulguinha, vice-presidente dos Gaviões da Fiel. Cinco viaturas da PM e 20 motocicletas fizeram a segurança. A administração do presidente Alberto Dualib, há 13 anos no poder, e o fraco desempenho no Brasileiro - ocupa a zona de rebaixamento - foram os fatores que motivaram a torcida a realizar o enterro simbólico.Os torcedores começaram a deixar a Quadra pouco antes das 15 horas. Pulguinha, no carro de som, comandava a massa. A marcha seguiu pela Rua Sérgio Tomás, Avenida Marquês de São Vicente, viaduto do Pacaembu, Avenida Pacaembu e Praça Charles Müller, onde fizeram o enterro. “Esse protesto é fruto da atual situação do Corinthians. De novo a torcida se mobiliza para mostrar o continuísmo da administração de Dualib”, gritava Pulguinha. “A torcida está unida também para colocar a MSI para fora.” Faixas de protesto também foram usadas durante o cortejo. “Citadini oportunista”, “Situação=Oposição”, “MSI (Maracutaia Sob Investigação)” , “13 anos de ditadura e mentiras” e até a “nova e original” “cadê o nosso estádio?” Dirigentes de Corinthians e MSI tentaram demonstrar que não estavam incomodados com o protesto. “Desde que seja pacífico”, disse Paulo Angioni, diretor da MSI. A verdade é que há tempos o futebol profissional têm sido utilizado por grupos econômicos, como lavagem de dinheiro, fruto de maracutais fiscais, e operações que o submundo do crime conhece muito bem. O Corinthians, por incrivel que pareça, não aprendeu com o fiasco da Hicks Muse, "parceira norte-americana" no inicio desta década. Como se não bastasse, o clube mesmo com a sua grandeza, continua pensando e agindo administrativamente, como um time pequeno deixando de lado, por exemplo, o trabalho de base, e por um outro lado, tornando o clube cada vez mais eletizado, onde o corinthiano comum, (como ser corinthiano fosse algo comum...) é barrado na porta do clube que tanto ama.

Tuesday, August 22, 2006

ANTES E DEPOIS DE TUDO...

Antes de tudo ou nada, como queiram, nunca é demais se reportar Àquele que antes ou depois de mim, de você ou de qualquer um ou qualquer coisa que respire e tenha vida, já existia e sempre existirá, queiram ou não, acreditem ou não. Ele é o Alfa e o Ômega, o Princípio, o Meio e o Fim!!!


Pai Nosso
Que estais nos Céus,
Santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso reino,
Seja feita a Vossa vontade
Assim na Terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
E não nos deixeis cair em tentação
E livrai-nos do mal.
Amén.

Em latim:
Pater Noster
Pater noster qui es in caelis,
Santificetur nomen tuum.
Adveniat regnum tuum,
Fiat voluntas tua
Sicut in caelo et in terra.
Panem nostrum supersubstantialem da nobis hodie.
Et dimitte nobis debita nostra
Sicut et nos dimittimus debitoribus nostris
Et ne nos inducas in tentationem
Sed libera nos a malo.
:Amen.

Em aramaico:
Abun
abun d’bashmaya,
nitkadash shmakh.
tete malkutakh,
nihue tzibyanakh
aykana d’bashmaya aph b’ar’a.
hab’lan lakhma d’sunkanan yaumana.
uashbuk’lan khau’bayn
aykana d’aph kh’nan shbakin l’khayabayn
ula ta'lan l’nis’yuna
ila patzan min bisha.
amen.

Na tradução de João Ferreira de Almeida de 1681
Pae Nosso
Pae nosso, que estás n'os Ceos,
Santificado seja o teu Nome;
Venha o teu Reyno;
Sea feita a tua Vontade
assi n'a Terra como n'o Ceo;
O Paon nosso de cada dia Dia
nos da hoje:
E perdoao nos nossas Dividas;
assi como nos perdoamos
a os nossos Devedores;
E naon nos metas
em Tentazaon;
Mas livra nos de Mal.
Porque teu he o Reyno, e a Potencia,
e a Gloria, para todo o sempre. Amen.